Biografia de

Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki

  1956      

Membro Titular

  Cadeira 27 - 3º Titular

  Patrono: Jorge Frederico Meyer

Antecessor(es):
1º Titular - Acadêmico Fundador - Daniel Egg
2º Titular - Ari Leon Jurkiewicz

Posse: 31/10/2014

 

Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki, nascido em 19 de março de 1956, em Curitiba, Paraná, é filho de Darcy Casemiro Pitaki e Maria Emmanuelita de Munhoz da Rocha Pitaki. Graduou-se em Medicina pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (atual da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná - FEMPAR) em 1980, após estudar no Colégio Jesuíta Nossa Senhora de Medianeira até 1974. Durante a graduação, foi monitor de Anatomia e representante discente no Setor de Ciências Morfológicas e no colegiado da faculdade, do segundo ao sexto ano.

Realizou residência em Medicina Interna no Hospital Evangélico do Paraná e especializou-se em ultrassonografia no Hospital Universitário de Valência e no Serviço Público de Sevilha, Espanha (1982–1983), em ressonância magnética na Penn-University, Pensilvânia, EUA (1999), e em tratamento de tumores por ultrassom de alta frequência (HIFU) na Universidade de Udong, Xangai, China (2009).

Pioneiro na ultrassonografia no Paraná, implantou, entre 1983 e 1991, o primeiro serviço de ecocardiografia e radiologia intervencionista no Hospital Evangélico de Curitiba. Publicou, em 1983, o primeiro artigo brasileiro sobre “Drenagem de Abscesso Amebiano do Fígado Guiado por Ultrassonografia” e, em 1990, introduziu o primeiro aparelho de litotripsia extracorpórea por ondas de choque da América do Sul, guiado por ultrassonografia, sendo diretor clínico da Litoclínica de Curitiba até 2000. Tornou-se membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (1984) e da Sociedade Norte-Americana de Radiologia (1994). Tornou-se especialista em acupuntura pelo Colégio Brasileiro de Acupuntura em 2014.

Em 1987, fundou a Clínica Alphasonic, inicialmente focada em radiologia e ultrassonografia, expandindo-a para mamografia, densitometria óssea, tomografia computadorizada, ressonância magnética e medicina nuclear. Atuou como diretor de serviços de diagnóstico por imagem em hospitais como Santa Cruz, Evangélico, Vita Batel, Nossa Senhora do Rocio e São Vicente

Na vida acadêmica, concluiu o mestrado em 2002, com a tese “Biópsia Hepática Guiada por Ultrassonografia”, sob orientação do Prof. Nicolau Czeczko. Foi professor convidado da FEMPAR e da Universidade Federal do Paraná, nas disciplinas de Obstetrícia, Ginecologia, Medicina Interna e Cirurgia, e colaborador em Anatomia Patológica.

Como líder associativo, foi conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) (1988), conselheiro fiscal e presidente do Conselho Fiscal da Unimed Curitiba (2002), e Diretor Cultural da Associação Médica do Paraná (AMP) (2014–2019). Idealizou e coordenou o Concurso Literário Médicos do Paraná (2016–2019), promovido pela AMP, CRM-PR e Academia Paranaense de Medicina.

Apaixonado pela literatura, publicou quatro livros: Ágora, Aurora, Alere e 100.000 Milhas de Moto. Editou os boletins Gralha Azul (SOBRAMES-PR, 2010–2020), Versos na Rede (Academia de Poesia, 2017–2020) e o Boletim da Academia de Medicina (2018–2020). É autor de diversos artigos médicos e literários publicados em revistas e jornais. Membro titular da Academia Paranaense de Medicina (Cadeira nº 27), da Academia Brasileira de Médicos Escritores (Cadeira nº 21), da Academia Paranaense de Poesia (Cadeira nº 27), da Academia Brasileira de Medalhística Militar (Cadeira nº 42) e do Centro de Letras do Paraná, foi presidente nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES, 2012–2014) e da Regional Paraná (2010–2020).

Sergio é pai de duas filhas, as médicas Fernanda e Isabella, residentes na Bahia. Em 2020, mudou-se para Itacaré, Bahia, onde atuou como médico generalista na zona rural até 2023 e no atendimento emergencial de COVID-19 no hospital de referência da região, até sua desativação. Atualmente, exerce diagnóstico por imagem em Itacaré e Ilhéus .

Pitaki dedicou-se às políticas médicas em toda a sua abrangência, buscando transformar o papel do médico na sociedade. Tem sido opositor firme de interesses que afrontam o respeito à medicina, aos médicos e aos pacientes. Incansável defensor dessa causa, não poupou esforços, inclusive pessoais e familiares, para resgatar e transformar essas relações, tão desgastadas nos tempos atuais. Sua trajetória reflete um compromisso inabalável com a inovação, a educação, a literatura e a humanização da medicina, deixando um legado significativo no Paraná e além.



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