Biografia de

Dante Romanó

  1900         1977

Patrono

  Cadeira 09

  Patrono: Dante Romanó

 

Dante Romanó, filho de Maria Lindmann e de Luigi Romanó, nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 14 de abril de 1900.

Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1923 e obteve o grau de doutor defendendo a tese Ectopia Gravídica e sua Terapêutica Cirúrgica. Em 1922, ainda acadêmico e trabalhando no Hospital Evangélico, serviu de intérprete de conferências e acompanhou as cirurgias do célebre neurocirurgião Fedor Krause que visitava a Faculdade e dele recebeu elogios.

Iniciou a carreira em Curitiba. Em 1932, admitido no Corpo Clínico da Santa Casa, passou a chefiar a enfermaria Santa Clara de Cirurgia e exerceu a função até 1946. Também trabalhou na Maternidade Victor do Amaral e na Casa de Saúde São Francisco. Em 1942 fundou a Casa de Saúde e Maternidade Romanó que funcionou sob sua direção até 1950.

Em 1926 a cadeira de Anatomia Médico-Cirúrgica e Operações da Faculdade de Medicina do Paraná passou a ser denominada Medicina Operatória e foi ocupada por Romanó. Em 1929 conquistou a cátedra em concurso com as teses Topografia Crâneo-encefálica, assunto livre, e Sutura do Coração - Vias de Acesso, assunto sorteado. Em 1931, com a reforma do ensino superior, a cadeira passou finalmente a denominar-se Técnica Operatória e Cirurgia Experimental e Romanó regeu-a até a aposentadoria em 1970. Imprimiu grande rigor ao ensino e manteve o treinamento prático de cirurgia experimental em nível ímpar no país. Cultivou obsessivamente o ideal da perfeição técnica nas intervenções cirúrgicas, procurando incuti-lo em seus discípulos e exerceu influência na prática operatória de numerosas gerações de cirurgiões.

Publicou dois livros didáticos: Iniciação Cirúrgica e Elementos de Cirurgia Vascular, ambos muito utilizados pelos estudantes de Medicina.

Faleceu no Rio de Janeiro em 5 de março de 1977, já afastado das atividades profissionais.

Deixou um filho médico, Dante Romanó Junior, angiologista e professor de Clínica Médica na Universidade Federal do Paraná.


Durante a visita do célebre cirurgião alemão Fedor Krause, em 1923, ao Rio de Janeiro, Dante Romanó, que se vê à esquerda, como doutorando, serviu de intérprete.

FBAM