Membro Titular
Cadeira 36 - 1º Titular - Acadêmico Fundador
Patrono: Maria Falce de Macedo
Posse: 22/06/1979
Orlando Theodorico de Freitas, nascido em 1915, em Palmeiras, Paraná, graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Paraná (atual Universidade Federal do Paraná -UFPR) em 1943.
Entre 1950 e 1965, residiu e trabalhou em Londrina, onde se destacou como sócio e presidente da Associação Médica de Londrina em 1955. Durante sua gestão, organizou a “XI Semana Médica do Norte do Paraná” (31 de agosto a 5 de setembro de 1955), com sessão inaugural presidida pelo Ministro da Saúde, Aramis Athayde.
Em 1944, atuou como médico laboratorista no Instituto Penido Burnier e, posteriormente, no Laboratório de Patologia Clínica de Londrina. Membro do corpo clínico da Casa de Saúde São Leopoldo e do Hospital Evangélico de Londrina, diversificou suas atividades didáticas em diversos cargos entre 1941 e 1985. Sua formação culminou com o concurso para Livre-Docente, defendendo a tese “Hematocitologia de Didelphis azarae”.
Em 1962, assumiu interinamente a Cátedra de Histologia e Embriologia da Faculdade de Odontologia de Londrina, sendo empossado definitivamente em 1967. No mesmo ano, tornou-se titular da Disciplina de Histologia e Embriologia da Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (atual Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná). Suas contribuições acadêmicas foram prolíficas: colaborou em livros e teses de Livre-Docência de mestres como Artur Schwab, Joaquim de Mattos Barreto e Brasílio Vicente de Castro.
Sua carreira acadêmica, ao longo de 30 anos, foi um exemplo de dedicação ao ensino superior, à pesquisa científica e à prática profissional. Pioneiro na microscopia eletrônica no Brasil, foi nomeado em fevereiro de 1968 por uma comissão do reitor Flávio Suplicy de Lacerda para estudar a implantação do serviço na UFPR. Em 19 de dezembro de 1968, inaugurou o Centro de Microscopia Eletrônica da UFPR como seu primeiro diretor, lotado no antigo Departamento de Histologia. Inicialmente equipado com o microscópio eletrônico de transmissão “EM 300” da Philips, um laboratório de preparação de amostras biológicas e um laboratório fotográfico, o centro contou com assistentes e dois técnicos treinados no Instituto Adolfo Lutz. Após período de estagnação, expandiu-se com editais como PROINFRA e Fundação Araucária, tornando-se um polo essencial para pesquisas na UFPR.
Prof. Orlando presidiu o Programa de Morfologia da UFPR (atual Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular), de sua criação em 1978 até 1987, quando foi reformado para incluir a biologia celular. O Programa vem formando mestres e doutores para o ensino superior e a pesquisa científica. Ele foi vice-diretor do Setor de Ciências Biológicas da UFPR nos períodos 1973–1976 e 1981–1982. Recebeu inúmeras homenagens, ministrou incontáveis cursos e publicou 46 artigos científicos.
Casado com Felícia Fleuri, teve três filhos: Luiz Orlando, médico; Luiz Roberto, engenheiro; e Luiz Antônio, falecido.
Seu falecimento deixou uma lacuna no meio médico brasileiro, mas seu legado à medicina paranaense permanece motivo de orgulho para descendentes, amigos e colegas. Mestre à frente de seu tempo, seus ensinamentos memoráveis impulsionaram o desenvolvimento da medicina como um todo.