Biografia de

Emilton Lima Júnior

      

Membro Titular

  Cadeira 58 - 3º Titular

  Patrono: Lysandro de Paula Santos Lima

Antecessor(es):
1º Titular - Acadêmico Fundador - João Juglair Júnior
2º Titular - José Eduardo de Siqueira

Posse: 28/03/2025

 

Em 1949, aos 25 anos, o radiotelegrafista Emilton Lima escreveu à família em Marechal Mallet anunciando a gravidez de Hermilta. Empolgado, arriscou três premonições: seria menino, chamaria-se Jeferson e seria médico – e que médico! Em outubro nasceu Marileusa, pedagoga. Ainda bem que o pai não insistiu nas profecias.

Sete anos depois, em 16 de novembro de 1956, nasceu o menino. A primeira acertou; a segunda, não: registraram Emilton Lima Júnior. Restava aguardar a terceira.

Foram 16 anos de campinhos de futebol, banhos de rio e artes no Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba. Alguns o chamavam de indisciplinado – culpa das bombinhas de São João no banheiro das professoras (com elas dentro, claro).

Aos 17 anos, Emilton Junior escolheu Medicina. Preparou-se no Curso Barddal. Em 1975, aprovado em Veterinária na Universidade Federal do Paraná (UFPR) – viés da “segunda opção” –, abandonou o curso no meio do ano. Voltou ao Curso Positivo semi-extensivo e, em 1976, ingressou em 11º lugar na Universidade Católica do Paraná (atual Pontifício Universidade Católica do Paraná - PUCPR). O grande desafio era custear a faculdade. Professora. Azizi Elias, da Bioquímica da UFPR, doou livros e conseguiu estágio remunerado na Prefeitura Municipal de Curitiba. A providência divina se manifestou em meados de 1975, com o programa federal de financiamento em universidades privadas, o Crédito Educativo – com pagamento a iniciar um ano após a formatura, e Emilton Junior contemplado.

Seis anos inesquecíveis, amigos leais e inspiradores, alguns já exclusivamente no coração. Graduado em 1981, recusou residência médica em Hemodinâmica Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo, com Dr. Norberto Galliano, pois sem bolsa, priorizou quitar o financiamento estudantil. Optou por permanecer em Curitiba, iniciando suas atividades no Hospital São Carlos em 1982.

Aprofundou-se em Cardiologia no Curso de Especialização em Cardiologia do Departamento de Clínica Médica da UFPR, no Hospital de Clínicas da UFPR (1984–1986), sob orientação e inspiração do Prof. Gastão Pereira da Cunha e outros professores de destaque na área. Em 1987, ingressou no Mestrado em Cardiologia da UFPR, orientado pelo Prof. Cláudio Leinig Pereira da Cunha, seu mentor como o pai. Prof. Cláudio o levou à Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC) como Diretor do Departamento de Hipertensão Arterial, criando laços com a Sociedade Brasileira de Cardiologia e colaborando em Diretrizes Nacionais.

No Hospital São Carlos, passou a chefiar a unidade de terapia intensiva (UTI) oito meses após admissão (1982), tornando-se sócio fundador da Sociedade de Terapia Intensiva do Paraná – SOTIPA. Chefiou a Eletrocardiografia e a Cardiologia no hospital (1986 – 2000). Foi médico auditor da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, aposentando-se em 2017.

Em 1990, concluído o Mestrado, decidiu-se pela carreira docente, tornando-se Auxiliar de Ensino na PUCPR, ascendendo progressivamente a Professor Titular. Lá, entre outros cargos, coordenou o Curso de Medicina por sete anos, tendo por mentor o Prof. Alberto Accioly Veiga. Foi com apoio dele que realizou Doutorado em Ciências Médicas - Nefrologia na Universidade de Liège, na Bélgica (2000–2003), financiado com bolsa da PUCPR e atingindo uma de suas metas, estudar no estrangeiro. Aposentou-se da PUCPR em janeiro de 2023, homenageado com placa alusiva.

Em 2014, aprovado em concurso na UFPR, tornou-se Professor Adjunto de Cardiologia no Departamento de Clínica Médica. De 2019 a 2023, coordenou o Programa de Pós-Graduação em Medicina Interna e Ciências da Saúde da UFPR.

Completados 33 anos de dedicação ao ensino médico com sua aposentadoria na PUCPR, mudou-se para Toledo, Paraná, sede de sua família, para proximidade com a esposa. Em outubro de 2023 e a convite da PUCPR, assumiu a Coordenação do novo Curso de Medicina da PUCPR-Toledo, reassumindo seu cardo de Professor Titular em Cardiologia. Esta eventualidade o permitiu ser indicado por Toledo para a Academia Paranaense de Medicina, na Cadeira 58.

Emilton Junior é casado com Fabíola desde 1983 e tem dois filhos, Emilton Neto, cardiologista, e Ilana, cirurgiã-dentista. Finalmente, a profecia do pai se cumpriu: Emilton é médico – e que médico.


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