Biografia de

Renato Tambara Filho

  1945      

Honorário

 

Renato Tambara Filho, nascido em 22 de maio de 1945, em Bauru, São Paulo, é filho de Renato Tambara e Maria Pacífico Tambara, descendentes de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil na década de 1890. Criado em uma família dedicada ao comércio em Bauru, uma cidade próspera do interior paulista, Renato seguiu um caminho distinto de seus três irmãos: Albino foi professor; Paulo é procurador aposentado do estado de São Paulo, com 90 anos; e Luiz foi juiz e desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Dos irmãos, apenas Renato, aos 80 anos, e Paulo permanecem vivos.

Seus estudos começaram no Grupo Escolar Rodrigues de Abreu e no Instituto de Educação Ernesto Monte, em Bauru. O interesse pela medicina surgiu na infância, inspirado pelas visitas de médicos que atendiam sua família em casa. Renato, ainda menino, observava com fascínio os procedimentos e resultados das consultas, além de se encantar com as notícias sobre os primeiros transplantes renais publicadas nos jornais de São Paulo nos anos 1950. Determinado a estudar medicina, enfrentou o desafio de escolher uma instituição, já que Bauru oferecia apenas cursos de Direito e Filosofia. Inicialmente, tentou São Paulo, matriculando-se em um curso preparatório para o vestibular, mas o ritmo frenético da capital o desencorajou. Um médico conhecido, formado em Curitiba, sugeriu a capital paranaense, descrita como uma cidade tranquila e acolhedora. Em 1966, Renato visitou Curitiba e ficou impressionado com a atmosfera serena, o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na Praça Santos Andrade e o recém-inaugurado Hospital de Clínicas (HC). Decidiu, então, estudar medicina na UFPR.

Aprovado no vestibular em 1967, iniciou o curso em fevereiro daquele ano. Durante a graduação, professores de Anatomia Patológica, Nefrologia e Urologia moldaram sua paixão pelas doenças renais e genito-urinárias. Formou-se em dezembro de 1972 e realizou Residência Médica em Urologia no HC em 1973 e 1974. Em 1975, ingressou no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e começou sua carreira como médico e professor no HC e na Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. Com dedicação, alcançou o posto de Professor Associado na UFPR e, após aposentar-se em 2014, continuou como Professor Sênior até 2018.

Renato obteve o título de Especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em 1975, tornou-se Mestre em Medicina (Clínica Cirúrgica) em 1987 e Doutor em 1994, ambos pela UFPR. No HC, atuou no Serviço de Urologia, coordenou as disciplinas de Urologia e Estágio em Cirurgia, orientou residentes e participou de bancas de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Cirurgia. Suas ideias inovadoras em casos clínicos e técnicas cirúrgicas resultaram em numerosos artigos, resumos em revistas médicas, capítulos de livros e na organização de cursos, jornadas e congressos. Comprometido com a ética, foi fundador e coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do HC, além de integrar comissões de Ética Médica, Bioética, Residência Médica e o Colegiado do Curso de Medicina.

Membro do Conselho Regional de Medicina do Paraná, da Associação Médica do Paraná, da SBU (Seção Paraná, onde ocupou cargos diretivos) e Membro Honorário da Academia Paranaense de Medicina, Renato recebeu diversas homenagens, incluindo prêmios do HC, do Comitê de Ética em Pesquisa, da Associação Médica do Paraná, do Serviço de Urologia do HC, da SBU-Seção Paraná e da Assembleia Legislativa do Paraná. Sua dedicação aos alunos foi reconhecida em cerimônias de formatura, sendo escolhido como “Nome de Turma”, “Patrono” e “Paraninfo”.

Em 1979, casou-se com Elizabeth Milla Tambara, médica e professora da UFPR, sua maior incentivadora e pilar de apoio. Juntos, têm uma filha, Isabelle, advogada, casada com Luiz Felipe, engenheiro, e duas netas, Ísis e Íris. Renato valoriza profundamente sua família e, nos momentos de lazer, dedica-se à natação, à leitura de filosofia e à apreciação de música clássica. Aos 80 anos, seu legado na Urologia, na educação médica e na ética profissional permanece como inspiração para gerações.


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