Honorário
Agostinho Saldanha de Loyola graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) na turma de 1943 e dedicou toda a sua vida à saúde pública.
Em 1944, assumiu a chefia do Posto de Higiene de Antonina, no litoral do Paraná, exercendo também a direção do único hospital da cidade na época. Seu trabalho ganhou reconhecimento desde os primeiros anos de carreira, quando recebeu autoridades federais da área da saúde para apresentar a estrutura sanitária do município e as ações desenvolvidas em favor da população.
Buscando constante aperfeiçoamento profissional, transferiu-se, em 1951, para o Rio de Janeiro, onde realizou especialização em Medicina Sanitária no Instituto Oswaldo Cruz, consolidando sua formação em uma área à qual permaneceria ligado durante toda a vida.
Ao longo de sua trajetória, ocupou importantes funções na administração sanitária, entre elas as de chefe do 1.º Distrito Sanitário, Delegado Federal da Saúde e Superintendente Sanitário dos Portos, Aeroportos e Fronteiras do Paraná. Como médico sanitarista, participou do planejamento das políticas públicas estaduais de saúde, exercendo a chefia do Grupo de Planejamento Setorial da Secretaria de Saúde e do Bem-Estar Social do Paraná, atividade que ampliou sua contribuição para a organização dos serviços de saúde no Estado.
Mesmo após encerrar suas atividades no serviço público, manteve-se próximo da medicina e das instituições médicas, tornando-se membro honorário da Academia Paranaense de Medicina.
A dedicação aos pacientes sempre marcou sua trajetória. Mesmo durante os períodos de descanso no litoral paranaense, costumava levar consigo uma maleta com medicamentos e amostras para atender gratuitamente pessoas em situação de vulnerabilidade, transformando momentos de lazer em oportunidades de prestar assistência a quem mais necessitava.
Exerceu a medicina até os 81 anos de idade, sempre pautado pelo compromisso com o atendimento da população e pela convicção de que a profissão médica é, acima de tudo, uma missão de serviço.
Agostinho Saldanha de Loyola deixou um legado de espírito humanitário, dedicação à saúde pública e compromisso permanente com o bem-estar da população. Sua trajetória exemplifica a medicina como verdadeira missão de vida, marcada pelo atendimento igualitário, pela organização dos serviços sanitários no Paraná e pelo cuidado generoso aos mais vulneráveis. Sua memória permanece viva como referência de médico sanitarista ético, competente e profundamente dedicado ao serviço público e ao próximo.
*Informações prestadas por Milton José Furtado e Maria da Glória Loyola Furtado em julho de 2026.