Biografia de

Octavio da Silveira

  1895         1966

Patrono

  Cadeira 44

  Patrono: Octavio da Silveira

 

Octavio da Silveira, filho de Ana Dokorn e de Antero da Silveira, nasceu em Tupanceretã, Rio Grande do Sul, no dia 24 de julho de 1895.

Formou-se em 1915 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre.

Clinicou por cinco anos em Porto União, no Estado de Santa Catarina, e em 1920 mudou-se para Curitiba. A convite de Nilo Cairo juntou-se ao grupo de médicos que lutavam por manter a Faculdade de Medicina, que passava por agudas dificuldades, e prestou valiosa colaboração lecionando várias matérias. Inicialmente foi professor de Clínica Neurológica e Psiquiátrica e em 1923, com a reorganização curricular determinada pelas autoridades federais, a cadeira foi desdobrada cabendo-lhe a cátedra de Clínica Neurológica. No ano seguinte ensinou Clínica Propedêutica Médica e Química Médica. Em 1925, Victor do Amaral confiou-lhe a Secretaria da Faculdade, cargo chave da administração que enfrentava o trabalho de se adequar às exigências da inspetoria federal. Em 1926 regeu a cadeira de Química Geral e Mineral e no ano seguinte a de Química Orgânica e Fisiológica e a de Biologia Geral e Parasitologia, na qual permaneceu até 1928. Em 1930 coube-lhe a disciplina de Patologia, na maratona de regências de cátedras que caracterizaram a fase das vacas magérrimas, conforme a designação pitoresca de Milton Carneiro. Na qualidade de secretário participou das comissões de construção dos prédios da Faculdade e da Maternidade.

Em 1923 ensinava Clínica Neurológica no Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, era chefe do Serviço e dirigia o Laboratório Clínico que realizava exames especializados do líquido cefalorraquidiano. Também dirigiu o Serviço de Eletroencefalografia. A cátedra de Clínica Neurológica funcionou no Hospital Psiquiátrico da Santa Casa até 1961, quando foi transferida para o recém-inaugurado Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Octavio da Silveira deixou sua marca também na política do Paraná. Em 1930 foi um dos líderes locais da revolução que encerrou a República Velha e em 1935 elegeu-se deputado federal, mandato extinto pelo golpe de Estado em 1937.

De temperamento franco e destemido, enfrentou as consequências de divergir das correntes políticas dominantes, mantendo a honorabilidade sempre reconhecida. Foi líder da classe médica paranaense e um dos fundadores do Sindicato Médico e orador na sessão solene de instalação da entidade. Assumiu a secretaria geral da primeira diretoria da Associação Médica do Paraná no biênio 1933-1934.

Morreu no dia 11 de dezembro de 1966.

Deixou dois filhos médicos, Carvílio da Silveira, também farmacêutico e Octavio Augusto da Silveira, neurologista, ambos professores na Universidade Federal do Paraná.

Professor de Clínica Neurológica da Faculdade de Medicina do Paraná, Octavio da Silveira exerceu-a no Hospital Nossa Senhora da Luz. Ali mantinha um Laboratório Clínico especializado na análise liquórica, chefiado por Arthur Schwab. Na fotografia, Octavio da Silveira sentado, Arthur Schwab em pé, com a técnica Lucha Langowski.

FBAM